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VIGILÂNCIA ACAROLÓGICA – CARRAPATO

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Carrapatos são artrópodes ectoparasitas, da classe Aracnoidea, de distribuição mundial, parasitando vertebrados terrestres, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Pode, permanecer fixados à pele do hospedeiro por dias ou semanas, secretando uma saliva que impede a coagulação sanguínea e as reações de defesa do organismo no local de fixação. A saliva possui a vasodilatação local, facilitando a ingestão de sangue.

Os carrapatos alimentam-se principalmente de sangue (hematofagia), mas também de linfa e restos tissulares presentes na pele do hospedeiro. Isto se dá pela alta especialização destes artrópodes ao parasitismo por possuírem peças bucais adaptadas que perfuram e penetram na pele, a fim de obter o alimento. Dadas as particularidades de seus hábitos alimentares, constituem hoje o segundo grupo em importância de vetores de doenças infecciosas para animais e humanos. Entre os microrganismos, transmitidos incluem-se vírus, bactérias, protozoários e helmintos. A transmissão de patógenos do carrapato para o hospedeiro se dá basicamente através da saliva, que exerce fundamental importância no local de inoculação,minimizando as reações imunológicas do hospedeiro.

FAUNA BRASILEIRA DE CARRAPATOS

Número de espécies conhecidas de carrapatos, segundo as famílias e gêneros da fauna brasileira.

FAMÍLIAS GÊNEROS Nº de Espécies
ARGASIDAE Argas 1
  Ornithodoros 5
  Antricola 1
  Otobius 1
IXODIDAE Ixodes 8
Amblyomma 33
Haemaphysalis 3
Anocentor 1
Rhipicephalus 1
Boophilus

 

Família Ixodidae

Esta família engloba a maioria das espécies de carrapatos do Brasil, dentre eles, os de maior importância médico-veterinária. Os gêneros Boophilus, Anocentor e Rhipicephalus, cada um representado por uma única espécie, são os principais carrapatos encontrados em bovinos, equinos e cães, respectivamente. Nenhum deles assume importância como parasita de humanos, embora sejam de grande importância em veterinária. As espécies dos gêneros Ixodes e Haemaphysalis estão restritas a aves e mamíferos silvestres, não havendo no Brasil. O gênero Amblyomma, o mais numeroso do Brasil (33 espécies), é o de maior importância médica, já que inclui as principais espécies que parasitam humanos neste país. Dentre elas, destacam-se Amblyomma cajennense, A. aureolatum e A. cooperi, que estão incriminadas na manutenção enzoótica e na transmissão da febre maculosa para humanos. Na região Amazônica, outras espécies assumem maior importância no parasitismo humano, tais como A. ovale, A. oblongoguttattum e A. scalpturatum.

Todos os carrapatos da família Ixodidae passam por quatro estágios em seus ciclos de vida: ovo, todos os estágios precisam parasitar um hospedeiro para de sequência ao ciclo.

As mudas dos estágios de larva para ninfa e de ninfa para adulto, para os gêneros Boophilus e Anocentor, se realizam sobre a pele do próprio hospedeiro. Estas espécies de carrapatos são classificadas como monoxenos ou carrapatos são classificados de um único hospedeiro. Para as demais espécies de carrapatos do Brasil, as mudas ocorrem após o desprendimento da larva ou ninfa ingurgitada do hospedeiro. Estas espécies, que realizam as mudas fora do hospedeiro são classificadas de trioxenos ou carrapatos de três hospedeiros.

O Amblyomma cajennense é responsável pela manutenção da R.rickettsii na natureza, pois ocorre transmissão transovariana e transestadial. Esta característica biológica permite ao carrapato permanecer infectado durante toda a sua vida e também por muitas gerações após uma infecção primária. Portanto além de vetores, os carrapatos são verdadeiros reservatórios da riquétsia natureza, uma vez que todas as fases evolutivas, no ambiente, são capazes de permanecer infectadas meses ou anos à espera do hospedeiro, garantindo um foco endêmico prolongado.

Está presente desde o sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina, incluindo algumas ilhas do Caribe.

No Brasil, é encontrado com abundância em todos os estados das regiões sudeste e centro oeste, porém com distribuição limitada nas demais regiões.

É a principal espécie de carrapato que parasita seres humanos no centro-sul brasileiro e é humanos no centro-sul brasileiro e é considerado o principal vetor da febre maculosa brasileira.

Nas áreas rurais da região Sudeste, os equinos são os principais hospedeiros para todos os estágios do A. cajennense, muito embora diversas espécies de mamíferos e aves silvestres possam ter participação efetiva.

Esta maior importância dos equinos pode ser avaliada pela grande capacidade de albergar altas infestações. Em condições naturais, um único equino pode se apresentar parasitado por mais de 50 mil larvas, ou mais de 12 mil ninfas, ou mais de 2 mil adultos de A. cajennense, sem que sua vida esteja em risco.

Embora o A. cajennense tenha uma baixa especificidade parasitária, para que uma população esteja estabelecida numa área há dois pontos críticos a serem considerados:

  1. A presença de hospedeiros primários (capivaras e equinos);
  2. Condições ambientais favoráveis às fases de vida livre (não parasitárias) do carrapato> áreas com média a densa cobertura vegetal, tais como pastos “sujos”, matas, terrenos baldios com acúmulo de mato.
  • Completa 01 geração por ano
  • Sobrevivência em jejum, em condições naturais:
  • Adulto: 12 a 24 meses
  • Ninfa: 12 meses
  • Larvas:  meses
  • Transmissão transovariana e transestadial da Rickettsia rickettsii

 

Veja Mais:

Medida preventiva

Controle de carrapato

Coleta de carrapato

 

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