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TUBERCULOSE

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Brasil: 60 casos/100.000 habitantes

1,7 milhões de carcaças infectadas (prevalência 1,3%)

Agente Etiológico: Mycobacterium SP

  • bastonete ou encurvada
  • ácido resistente

Mycobacteruim tuberculosis (bacilo de Kock – BK) – seres humanos, primatas e cães;

M.bovis – seres humanos, primatas, bovinos, cães, gatos, ovinos, caprinos, suínos, equinos, papagaios;

M.avium – aves, suínos, seres humanos, primatas.

Lesão Caraterística: tubérculo – granuloma clássico. O centro pode estar necrosado e calcificado.

Inativação: formol, fenol, cresol, álcool

Resistência: altamente resistente ao meio ambiente devendo-se ao elevado teor de lipídeos da parede bacteriana (60%)

  • fezes, sangue,urina: 150 a 332 dias – 12 a 14 ͦ C sem luz solar direta

18 a 31 dias – 24  a 34 ͦ C com lua solar direta

Homem: hospedeiro acidental do M.bovis

  • M.tuberculosis – grande quantidade de bacilos eliminados no esputo.

Tuberculose bovina: mais formas extra-pulmonares.

  • adenite cervical;
  • infecção gênito-urinária
  • meningites;
  • afecções ósseas
  • crianças mais afetadas
  • leite e derivados contaminados
  • maior prevalência: gênito-urinária
  • forma pulmonar: grupos ocupacionais – estábulos, abatedouros. Uma vez infectado, o homem pode permanecer como reservatório do bacilo bovino, disseminando-o para outro animais durante anos.

Epidemiologia:

    • Fonte de infecção: animais doentes, portadores são (bovinos, bubalinos, humanos, animais silvestres)
    • Via de eliminação: tosse, espirro, expectoração, corrimento nasal, leite, urina, fezes, secreções vaginais e uterinas e sêmen.
    • Via de transmissão: via inalatória (aerossóis em suspensão no ar – Gotículas de Flugge) e via digestiva.
    • Porta de entrada: mucosa respiratória, mucosa digestiva (leite)
    • Susceptíveis: bovinos, bubalinos, humanos, suínos (equinos, caprinos, ovinos, cães, gatos são mais resistentes)

    Sintomas

    Em bovinos: sem sintomas no início do quadro, mas na sua evolução podem apresentar emagrecimento progressivo, aumento de volume dos linfonodos e em alguns casos tosse, dispnéia e episódios de diarréia intercalados com constipação. Nos bovinos a tuberculose é conhecida por ser uma doença crônica debilitante, mas também pode apresentar curso agudo progressivo.

    Em humanos: tosse persistente por mais de 3 semanas (com ou sem expectoração), emagrecimento, hemoptise (presença de sangue no escarro).

    Diagnóstico

    Devem ser investigados os pacientes com tosse com ou sem expectoração persistente por mais de 3 semanas, emagrecimento, hemoptise (eliminação de sangue no escarro) e principalmente com história epidemiológica sugestiva da doença. Os exames usados na tentativa do diagnóstico de certeza são a baciloscopia do escarro, a radiologia do tórax, o teste tuberculínico (PPD) que evidencia o contato prévio com o bacilo e a cultura do escarro ou outros líquidos sem meio apropriado.

    Controle e Profilaxia:

  • rebanhos, principalmente leiteiro: controle sanitário – aplicação periódica da prova de tuberculina
  • animais positivos: descarte
  • pasteurização do leite
  • doença de evolução crônica: maior risco de contaminação

Seres humanos: para prevenir a doença é necessário imunizar as crianças com a vacina BCG. A vacina BCG (bacilo de Calmette-Guérin) é obtida pela atenuação do bacilo tuberculoso, sendo capaz de induzir a resistência ao indivíduo sem transmitir a doença. É usado por via intradérmica não havendo contra-indicação absoluta a seu uso, exceto pela presença de eczema ou piodermite extensa. É feita no primeiro mês de vida fornecendo proteção duradoura em 80% dos casos. A lesão provocada pela vacina leva de 2 a 3 meses até sua cura definitiva, tendo como complicações raras abcesso, adenopatias volumosas (inguas) e úlcera crônica.

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