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CONTROLE DE CARRAPATOS

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O controle das populações de A. Cajennense pode ser executado em duas formas:

  1. Intervindo na população parasitária de carrapatos, especialmente sobre os hospedeiros primários.
  2. Intervindo na população de vida livre de carrapatos, presente principalmente nos locais do solo em que a cobertura vegetal oferece o microclima favorável a seu desenvolvimento e sobrevivência.

A aplicação de produtos químicos, com propriedades carrapaticidas, sobre os animais, é o método mais tradicional para combater os carrapatos. No caso de A. cajennense, este método é usualmente recomendado somente quando há  participação de equinos como hospedeiros primários para o carrapato, já que ainda não existem métodos apropriados para tratamentos carrapaticidas contínuos em animais silvestres de vida livre.

Qualquer programa de controle de carrapatos deve ser considerado como um programa contínuo, com resultados que serão evidenciados somente a médio ou a longo prazo. O principal objetivo do programa de controle deve ser a redução da contaminação do ambiente, das fases de vida livre do carrapato, através de tratamentos contínuos nos animais.

Por outro lado, há uma forte tendência cultural da busca por resultados imediatos. Numa situação de alta infestações por carrapatos, os resultados imediatos serão apenas aqueles evidenciados ao curar uma infestação momentânea de um animal, severamente infestado, com uma única aplicação de carrapaticida. Tratamentos curativos pontuais não surtem qualquer efeito na população de vida livre do carrapato, ou seja, não controlam os carrapatos.

Numa situação de alta população de carrapatos, com relatos frequentes de infestação humana, o controle químico deve ser conduzido com tratamentos carrapaticidas semanais, durante todo o período de predomínio  das formas imaturas, de abril a outubro. Se os tratamentos não abrangem todo este período, não surtirão resultados satisfatórios. O intervalo entre banhos não pode ser superior a sete dias, pois cada indivíduo imaturo, seja larva ou ninfa, que sobe sobre um hospedeiro, parasita-o por um período muito curto, de no máximo sete dias. Deve-se salientar que este período preconizado para os banhos corresponde à estação seca do ano, favorecendo a aplicação de banho nos animais.

Como o A. cajennense apresenta apenas uma geração por ano, os resultados de um ano do programa só serão evidenciados na próxima geração, no próximo ano. Depois do primeiro ano do programa, se bem conduzido, a população de carrapatos estará significativamente reduzida. Neste caso, os tratamentos carrapaticidas a partir do segundo ano poderão ser concentrados somente na época de predomínio de larvas, de abril a julho. É importante dizer que uma vez mantidas as condições de vegetação favoráveis às fases de vida livre de carrapato, este pode nunca ser erradicado. Portanto, o objetivo primário do programa deve ser o controle da população de carrapatos a níveis mínimos de infestação, e nunca a sua erradicação. Por outro lado, quando as populações encontram-se reduzidas, os riscos de infestação humana tornam-se mínimos, prevenindo a transmissão de doenças para o homem.

Intervindo na população de vida livre

Em algumas situações, quando a área altamente contaminada por carrapatos for apenas um pasto “sujo”, sem a presença de matas residuais ou de preservação, de matas residuais ou de preservação, pode-se conseguir a redução drástica da contaminação ambiental através da destruição momentânea dos microclimas necessários ao desenvolvimento do carrapato no ambiente.

Isto pode ser feito através de roçadeiras mecânicas, que devem ser passadas rente ao solo por toda a área da pastagem, pelo menos uma vez por ano, durante os meses de verão. O uso anual de roçadeiras nesta época do ano evita a formação de pastos “sujos”, pois favorece a rebrota de gramíneas forrageiras sem a competição com plantas invasoras.

Em área urbana devem ser feitas a limpeza e capina de lotes não construídos a fim de evitar que equinos sejam levados para pastejo nesses locais.

Em áreas com casos confirmados de febre maculosa ou outra doença causada por carrapatos a humanos, com alta infestação de carrapatos onde a redução seja necessária de forma rápida e que, esgotadas todas as outras medidas de controle recomendadas ainda persista a infestação, após decisão conjunta entre os órgãos de controle envolvidos, uma vez que o monitoramento é indispensável, pode-se utilizar o controle químico no meio ambiente.

 

Veja mais:

Vigilância acarológica – carrapato

Medidas preventivas

Coleta de carrapato

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